acervos trabalhados
Coleção Memória do Trabalho Negro
Frestas Trienal de Arte - Sesc Sorocaba
3x4: Memória do Trabalho Negro é um trabalho do artista visual Guilherme Bretas (guilhermebretas.com). Sua primeira edição foi apresentada no SESC Belenzinho, em 2025. A convite da Frestas – Trienal de Artes, o projeto ganha uma nova edição em 2026, no SESC Sorocaba, desenvolvida a partir de retratos de trabalhadoras e trabalhadores da antiga Estrada de Ferro Sorocabana e da Fábrica de Tecidos Votorantim.
O trabalho 3x4: Memória do Trabalho Negro, desenvolvido pelo artista Guilherme Bretas, teve sua primeira edição apresentada no SESC Belenzinho, em 2025. A convite da Frestas – Trienal de Artes, o projeto ganha agora uma segunda edição, apresentada no SESC Sorocaba, aprofundando a pesquisa realizada a partir de acervos da cidade.
A pesquisa parte de dois conjuntos fotográficos de Sorocaba: o acervo institucional de retratos de trabalhadores da antiga Estrada de Ferro Sorocabana e o acervo fotográfico — hoje em coleção privada — de funcionários da Fábrica de Tecidos Votorantim.
Em ambos os arquivos, os retratos foram preservados principalmente como instrumentos de identificação laboral, circunscritos à função desempenhada pelos trabalhadores e integrados a sistemas administrativos de registro. Ao longo do tempo, muitas das informações capazes de contextualizar esses retratos não foram preservadas ou foram dissociadas das fotografias. No acervo da Sorocabana, algumas informações ainda acompanhavam as imagens; já no acervo da Votorantim, os dados haviam sido perdidos, restando apenas os retratos.
A pesquisa concentrou-se nos retratos de trabalhadores negros presentes nesses acervos, observando como a memória visual do trabalho no Brasil é atravessada por marcadores raciais. As fotografias foram digitalizadas e organizadas em um processo de catalogação que adotou como eixo central os próprios retratados, e não sua função laboral.
Essa escolha busca desinscrever essas imagens de uma lógica estritamente funcional. A retratística de pessoas negras na história da fotografia foi frequentemente marcada por regimes visuais racistas, que associaram corpos negros a posições de trabalho, subordinação e controle. Ao deslocar o foco para os sujeitos retratados, o projeto procura tensionar esse enquadramento histórico e reabrir essas imagens a novas leituras.
O trabalho envolveu pesquisa histórica, digitalização, organização e catalogação dos acervos, culminando na inserção das imagens na plataforma Tainacan, ampliando o acesso público e possibilitando novas leituras sobre essas memórias.
Gleeson Paulino
@gleesonpaulino

Victo Zakwe, fotografia de Gleeson Paulino, 2021
Organização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico digital de Gleeson Paulino, contemplando mais de uma década de sua produção comercial e artística.
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Tenho trabalhado com a Luana Lorena desde 2021, e posso afirmar com total confiança que ela é uma profissional excepcional. Sua habilidade em organizar e sistematizar meus arquivos tem sido essencial para o fluxo do meu trabalho, especialmente na localização rápida e eficiente das imagens.
A forma como ela estrutura os arquivos é ao mesmo tempo meticulosa e intuitiva, o que torna todo o processo de busca muito mais ágil e funcional — algo fundamental diante do grande volume de conteúdo que produzimos atualmente.
Recomendo fortemente o trabalho da Luana a qualquer fotógrafo ou profissional que precise de um sistema de organização claro, eficiente e adaptado às demandas da área. Sua contribuição tem sido valiosa e transformadora na minha rotina profissional.
”
Entre 2021 e 2023, fui responsável pela organização primária do acervo do fotógrafo Gleeson Paulino. Esse trabalho envolveu a implementação de uma estrutura arquivística que contemplasse tanto a produção artística quanto a comercial acumulada ao longo de mais de uma década.
Em 2025, fui novamente contratada por Paulino para realizar a manutenção e atualização do plano de gestão previamente estabelecido. Durante essa etapa, revisamos e aprimoramos o vocabulário organizacional do acervo, alinhando-o às necessidades atuais do fotógrafo e às boas práticas arquivísticas. Esse processo incluiu a atualização dos pontos de acesso, facilitando a recuperação e o uso eficiente dos documentos fotográficos.
Como resultado, o acervo de Paulino tornou-se mais acessível e navegável, permitindo ao fotógrafo localizar e utilizar seus registros com agilidade e segurança. A adoção de práticas de preservação digital e a implementação de sistemas de backup garantem a integridade e a longevidade do acervo, assegurando que sua memória visual esteja protegida contra perdas ou danos.
Este projeto exemplifica a importância de uma gestão arquivística contínua e adaptável, capaz de responder às transformações nas práticas profissionais e às demandas específicas de cada acervo.
Coleção Memória do Trabalho Negro
Sesc Belenzinho
A Coleção é uma iniciativa do artista visual Guilherme Bretas (guilhermebretas.com), nascida no contexto de sua obra 3/4: Memória do Trabalho Negro, exibida no SESC Belenzinho em fevereiro de 2025. Sua instalação artística foi parte da programação do projeto Entre Mídias, que aconteceu na unidade entre janeiro e março do mesmo ano.
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Trabalhar com Luana Lorena é ter a certeza de que seu acervo estará em boas mãos. Ela une sensibilidade ímpar ao tema com ampla expertise em gestão de memória e conservação.
Mais do que isso, Luana tem um olhar apurado para pensar acervos e arquivos. Cria sistemas de organização que respeitam a essência dos projetos com os quais colabora, sem nunca descuidar de pontos fundamentais, como a preservação, a segurança e a organização das peças.
Se seu acervo precisa de cuidado profissional e especializado, Luana é, sem dúvida, a pessoa que eu recomendo.
”

3/4: Memória do Trabalho Negro, registro fotográfico de Guilherme Bretas, 2025
Organização, mapeamento, catalogação e disponibilização do acervo fotográfico e documental que compõe a Coleção Memória do Trabalho Negro, organizada a partir do acervo fotográfico do Centro de Memória Bunge.
Retratos preservados em função das condições laborais dos indivíduos foram reorganizados para a Coleção, cuja estrutura organizacional é orientada pelo sujeito, e não por sua função social dentro da lógica do capital.
A Coleção Memória do Trabalho Negro é uma iniciativa do artista visual Guilherme Bretas, concebida no contexto da obra 3/4: Memória do Trabalho Negro, apresentada no SESC Belenzinho em fevereiro de 2025. A instalação integrou o projeto Entre Mídias, realizado na unidade entre janeiro e março do mesmo ano.
A convite do SESC Belenzinho para desenvolver uma obra instalativa, Bretas iniciou uma pesquisa nos arquivos do Centro de Memória Bunge, instituição vinculada ao antigo conglomerado industrial ao qual pertencia a extinta fábrica Moinho Santista S.A. — instalada, no passado, justamente no edifício que hoje abriga o SESC em questão. Esses retratos — e, com eles, fragmentos da memória dessas pessoas — foram preservados por terem integrado o quadro de funcionários dessa indústria. Nesses registros, não há humanização: não importam os nomes, por exemplo, mas as funções que ocupavam.
A partir da seleção e digitalização das fichas de 68 pessoas realizada por Bretas, fui convidada por ele a estruturarmos a Coleção Memória do Trabalho Negro, cuja organização se orienta pelo sujeito retratado — e não pela lógica funcionalista do capital. Todo o trabalho de catalogação teve como objetivo ampliar o acesso a esses registros: os arquivos foram sistematizados e um mapa visual de navegação foi desenvolvido para facilitar a consulta e a compreensão da Coleção.
Um acervo não se define apenas pelo que preserva, mas também — e de forma igualmente significativa — pela maneira como organiza, nomeia e atribui sentido ao que guarda. Todo acervo é constituído a partir de escolhas que expressam critérios, valores e epistemologias de quem o elabora. São arranjos intencionais de objetos, artefatos, imagens, histórias e memórias, que são selecionados, classificados, catalogados e interpretados conforme visões específicas de mundo.
Tanto quanto o conteúdo em si, importa o modo como a memória é construída: a questão não é apenas o que se lembra, mas como se lembra. Nesse processo, acervos podem facilmente perpetuar violências estruturais — o racismo sendo uma de suas expressões mais persistentes — influenciando diretamente quais memórias são lembradas e quais são intencionalmente esquecidas. Reavaliar os acervos de memória, portanto, exige não só rever seu conteúdo, mas questionar os princípios que os estruturam: os sistemas de ordenamento, os vocabulários classificatórios e os saberes que legitimam o que deve ser guardado.
Fabrício Brambatti
@ursomorto

Cuba, fotografia de Fabrício Brambatti, 2016
Organização, higienização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico físico e digital do fotógrafo Fabrício Brambatti, contemplando seu arquivo desde 2013.
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Organizar meu acervo com a Luana foi como colocar ordem na casa depois de muito tempo morando no caos. Ela chegou com calma, escutou tudo, entendeu o que eu precisava (até o que eu nem sabia que precisava) e deixou tudo lindo, acessível e com sentido. É raro encontrar alguém tão competente e leve ao mesmo tempo. Virou parceria daquelas que a gente quer pra vida!
”
Fui responsável pela gestão do acervo físico e digital do fotógrafo Fabrício Brambatti, composto por negativos reunidos ao longo de sua trajetória profissional. O projeto teve como foco a preservação, organização e facilitação do acesso ao material, respeitando as especificidades do suporte fotográfico e as boas práticas arquivísticas.
Todos os negativos foram cuidadosamente higienizados e acondicionados em materiais adequados, assegurando sua conservação a longo prazo e minimizando riscos de deterioração. A gestão do acervo envolveu a organização dos arquivos digitais — derivados diretamente dos negativos físicos — de forma a garantir sua estruturação lógica, acessível e compatível com o acervo original.
Os acervos físico e digital foram organizados de maneira espelhada, estabelecendo uma correspondência direta entre os dois suportes. Essa estratégia facilita a comunicação entre as versões e torna o acesso aos arquivos mais fluido e intuitivo, tanto para fins de consulta quanto para uso ativo do material.
Como parte do processo, foi desenvolvido um mapa visual do acervo, que orienta a localização e o entendimento dos conjuntos documentais, contribuindo para uma visão integrada e funcional do material.
Esse trabalho resulta em um acervo mais estável, seguro e pronto para ser consultado e ativado de maneira ágil, respeitando a integridade do conteúdo e potencializando seu valor artístico e profissional.
Caroline Lima
@carolinelima.co

Alexey Jordan, fotografia de Caroline Lima, 2021
Organização, higienização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico físico e digital da fotógrafa Caroline Lima, contemplando quase uma década de sua produção comercial e artística.
Fui responsável pela gestão do acervo físico e digital da fotógrafa Caroline Lima. O acervo físico é composto principalmente por negativos, que passaram por um cuidadoso processo de higienização e foram acondicionados em materiais apropriados, garantindo sua conservação ideal a longo prazo.
Paralelamente, o acervo digital recebeu uma gestão dedicada, com a organização dos arquivos de forma estruturada, acessível e navegável, facilitando seu uso e consulta.
O vocabulário organizacional foi desenvolvido a partir das necessidades e características específicas do acervo, com sua estruturação também voltada a tornar a navegação por ele mais orgânica, garantindo uma terminologia alinhada à realidade do material e facilitando a recuperação e o cruzamento das informações.
Foi desenvolvido um mapa visual do acervo para orientar a localização e compreensão dos conjuntos documentais, promovendo uma visão integrada do material.
Além disso, os negativos que possuem correspondentes digitais foram catalogados de maneira a facilitar o cruzamento de informações entre os arquivos físicos e digitais, otimizando a conexão e o acesso aos registros em ambos os formatos.
Esse trabalho assegura um acervo mais organizado, preservado e funcional, valorizando a memória visual da fotógrafa Caroline Lima e potencializando o uso profissional e artístico do material.