acervos trabalhados
Gleeson Paulino
@gleesonpaulino

Victo Zakwe, fotografia de Gleeson Paulino, 2021
Organização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico digital de Gleeson Paulino, contemplando mais de uma década de sua produção comercial e artística.
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Tenho trabalhado com a Luana Lorena desde 2021, e posso afirmar com total confiança que ela é uma profissional excepcional. Sua habilidade em organizar e sistematizar meus arquivos tem sido essencial para o fluxo do meu trabalho, especialmente na localização rápida e eficiente das imagens.
A forma como ela estrutura os arquivos é ao mesmo tempo meticulosa e intuitiva, o que torna todo o processo de busca muito mais ágil e funcional — algo fundamental diante do grande volume de conteúdo que produzimos atualmente.
Recomendo fortemente o trabalho da Luana a qualquer fotógrafo ou profissional que precise de um sistema de organização claro, eficiente e adaptado às demandas da área. Sua contribuição tem sido valiosa e transformadora na minha rotina profissional.
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Entre 2021 e 2023, fui responsável pela organização primária do acervo do fotógrafo Gleeson Paulino. Esse trabalho envolveu a implementação de uma estrutura arquivística que contemplasse tanto a produção artística quanto a comercial acumulada ao longo de mais de uma década.
Em 2025, fui novamente contratada por Paulino para realizar a manutenção e atualização do plano de gestão previamente estabelecido. Durante essa etapa, revisamos e aprimoramos o vocabulário organizacional do acervo, alinhando-o às necessidades atuais do fotógrafo e às boas práticas arquivísticas. Esse processo incluiu a atualização dos pontos de acesso, facilitando a recuperação e o uso eficiente dos documentos fotográficos.
Como resultado, o acervo de Paulino tornou-se mais acessível e navegável, permitindo ao fotógrafo localizar e utilizar seus registros com agilidade e segurança. A adoção de práticas de preservação digital e a implementação de sistemas de backup garantem a integridade e a longevidade do acervo, assegurando que sua memória visual esteja protegida contra perdas ou danos.
Este projeto exemplifica a importância de uma gestão arquivística contínua e adaptável, capaz de responder às transformações nas práticas profissionais e às demandas específicas de cada acervo.
Coleção Memória do Trabalho Negro
Sesc Belenzinho
A Coleção é uma iniciativa do artista visual Guilherme Bretas (@bretasvj), nascida no contexto de sua obra 3/4: Memória do Trabalho Negro, exibida no SESC Belenzinho em fevereiro de 2025. Sua instalação artística foi parte da programação do projeto Entre Mídias, que aconteceu na unidade entre janeiro e março do mesmo ano.
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Trabalhar com Luana Lorena é ter a certeza de que seu acervo estará em boas mãos. Ela une sensibilidade ímpar ao tema com ampla expertise em gestão de memória e conservação.
Mais do que isso, Luana tem um olhar apurado para pensar acervos e arquivos. Cria sistemas de organização que respeitam a essência dos projetos com os quais colabora, sem nunca descuidar de pontos fundamentais, como a preservação, a segurança e a organização das peças.
Se seu acervo precisa de cuidado profissional e especializado, Luana é, sem dúvida, a pessoa que eu recomendo.
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3/4: Memória do Trabalho Negro, registro fotográfico de Guilherme Bretas, 2025
Organização, mapeamento, catalogação e disponibilização do acervo fotográfico e documental que compõe a Coleção Memória do Trabalho Negro, organizada a partir do acervo fotográfico do Centro de Memória Bunge.
Retratos preservados em função das condições laborais dos indivíduos foram reorganizados para a Coleção, cuja estrutura organizacional é orientada pelo sujeito, e não por sua função social dentro da lógica do capital.
A Coleção Memória do Trabalho Negro é uma iniciativa do artista visual Guilherme Bretas, concebida no contexto da obra 3/4: Memória do Trabalho Negro, apresentada no SESC Belenzinho em fevereiro de 2025. A instalação integrou o projeto Entre Mídias, realizado na unidade entre janeiro e março do mesmo ano.
A convite do SESC Belenzinho para desenvolver uma obra instalativa, Bretas iniciou uma pesquisa nos arquivos do Centro de Memória Bunge, instituição vinculada ao antigo conglomerado industrial ao qual pertencia a extinta fábrica Moinho Santista S.A. — instalada, no passado, justamente no edifício que hoje abriga o SESC em questão. Esses retratos — e, com eles, fragmentos da memória dessas pessoas — foram preservados por terem integrado o quadro de funcionários dessa indústria. Nesses registros, não há humanização: não importam os nomes, por exemplo, mas as funções que ocupavam.
A partir da seleção e digitalização das fichas de 68 pessoas realizada por Bretas, fui convidada por ele a estruturarmos a Coleção Memória do Trabalho Negro, cuja organização se orienta pelo sujeito retratado — e não pela lógica funcionalista do capital. Todo o trabalho de catalogação teve como objetivo ampliar o acesso a esses registros: os arquivos foram sistematizados e um mapa visual de navegação foi desenvolvido para facilitar a consulta e a compreensão da Coleção.
Um acervo não se define apenas pelo que preserva, mas também — e de forma igualmente significativa — pela maneira como organiza, nomeia e atribui sentido ao que guarda. Todo acervo é constituído a partir de escolhas que expressam critérios, valores e epistemologias de quem o elabora. São arranjos intencionais de objetos, artefatos, imagens, histórias e memórias, que são selecionados, classificados, catalogados e interpretados conforme visões específicas de mundo.
Tanto quanto o conteúdo em si, importa o modo como a memória é construída: a questão não é apenas o que se lembra, mas como se lembra. Nesse processo, acervos podem facilmente perpetuar violências estruturais — o racismo sendo uma de suas expressões mais persistentes — influenciando diretamente quais memórias são lembradas e quais são intencionalmente esquecidas. Reavaliar os acervos de memória, portanto, exige não só rever seu conteúdo, mas questionar os princípios que os estruturam: os sistemas de ordenamento, os vocabulários classificatórios e os saberes que legitimam o que deve ser guardado.
Fabrício Brambatti
@ursomorto

Cuba, fotografia de Fabrício Brambatti, 2016
Organização, higienização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico físico e digital do fotógrafo Fabrício Brambatti, contemplando seu arquivo desde 2013.
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Organizar meu acervo com a Luana foi como colocar ordem na casa depois de muito tempo morando no caos. Ela chegou com calma, escutou tudo, entendeu o que eu precisava (até o que eu nem sabia que precisava) e deixou tudo lindo, acessível e com sentido. É raro encontrar alguém tão competente e leve ao mesmo tempo. Virou parceria daquelas que a gente quer pra vida!
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Fui responsável pela gestão do acervo físico e digital do fotógrafo Fabrício Brambatti, composto por negativos reunidos ao longo de sua trajetória profissional. O projeto teve como foco a preservação, organização e facilitação do acesso ao material, respeitando as especificidades do suporte fotográfico e as boas práticas arquivísticas.
Todos os negativos foram cuidadosamente higienizados e acondicionados em materiais adequados, assegurando sua conservação a longo prazo e minimizando riscos de deterioração. A gestão do acervo envolveu a organização dos arquivos digitais — derivados diretamente dos negativos físicos — de forma a garantir sua estruturação lógica, acessível e compatível com o acervo original.
Os acervos físico e digital foram organizados de maneira espelhada, estabelecendo uma correspondência direta entre os dois suportes. Essa estratégia facilita a comunicação entre as versões e torna o acesso aos arquivos mais fluido e intuitivo, tanto para fins de consulta quanto para uso ativo do material.
Como parte do processo, foi desenvolvido um mapa visual do acervo, que orienta a localização e o entendimento dos conjuntos documentais, contribuindo para uma visão integrada e funcional do material.
Esse trabalho resulta em um acervo mais estável, seguro e pronto para ser consultado e ativado de maneira ágil, respeitando a integridade do conteúdo e potencializando seu valor artístico e profissional.
Caroline Lima
@carolinelima.co

Alexey Jordan, fotografia de Caroline Lima, 2021
Organização, higienização, mapeamento e conservação preventiva do acervo fotográfico físico e digital da fotógrafa Caroline Lima, contemplando quase uma década de sua produção comercial e artística.
Fui responsável pela gestão do acervo físico e digital da fotógrafa Caroline Lima. O acervo físico é composto principalmente por negativos, que passaram por um cuidadoso processo de higienização e foram acondicionados em materiais apropriados, garantindo sua conservação ideal a longo prazo.
Paralelamente, o acervo digital recebeu uma gestão dedicada, com a organização dos arquivos de forma estruturada, acessível e navegável, facilitando seu uso e consulta.
O vocabulário organizacional foi desenvolvido a partir das necessidades e características específicas do acervo, com sua estruturação também voltada a tornar a navegação por ele mais orgânica, garantindo uma terminologia alinhada à realidade do material e facilitando a recuperação e o cruzamento das informações.
Foi desenvolvido um mapa visual do acervo para orientar a localização e compreensão dos conjuntos documentais, promovendo uma visão integrada do material.
Além disso, os negativos que possuem correspondentes digitais foram catalogados de maneira a facilitar o cruzamento de informações entre os arquivos físicos e digitais, otimizando a conexão e o acesso aos registros em ambos os formatos.
Esse trabalho assegura um acervo mais organizado, preservado e funcional, valorizando a memória visual da fotógrafa Caroline Lima e potencializando o uso profissional e artístico do material.