SOBRE
Luana Lorena é pesquisadora e gestora de acervos, formada em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo — ECA-USP — e pós-graduanda em Museologia, Cultura e Educação pela PUC-SP. Sua pesquisa atual dedica-se às políticas de restituição, retorno e repatriação do patrimônio cultural brasileiro, articulando esses debates ao campo do direito à memória.
Sua atuação concentra-se na gestão, pesquisa, preservação e difusão de acervos culturais, históricos e artísticos, com especial ênfase no campo da fotografia. Atualmente, é gestora do acervo do artista Eustáquio Neves, conduzindo processos de mapeamento, organização, conservação preventiva, catalogação e formulação de projetos relacionados à salvaguarda e à circulação de sua obra. Também trabalha junto ao acervo do fotojornalista Victor Moriyama, com foco em preservação digital, gestão documental, organização de fluxos de trabalho e consultoria estratégica para uso e circulação de imagens. Paralelamente, desenvolve consultoria para o acervo de Lenise Pinheiro, referência central da fotografia cênica no Brasil, atuando na interlocução institucional, na articulação de parcerias e no fortalecimento de estratégias de preservação e difusão. Entre seus projetos recentes, destaca-se ainda sua participação na pesquisa, organização, catalogação e disponibilização da Coleção Memória do Trabalho Negro, projeto desenvolvido pelo artista Guilherme Bretas.
No campo acadêmico, seu percurso é atravessado pelo interesse nas relações entre memória, cultura visual e patrimônio. Durante a graduação em Artes Visuais na ECA-USP, dedicou-se ao estudo dos processos históricos fotográficos e à investigação da fotografia enquanto material mnemônico. Essa pesquisa desdobrou-se em seu fotolivro Canção à poeira, selecionado em diferentes festivais e objeto de ensaio crítico publicado na Revista ZUM.
Ao longo de sua formação complementar, realizou cursos nas áreas de estudo da imagem, arquivologia, educação patrimonial, conservação e processos museais, em instituições como Instituto Moreira Salles, Arquivo Nacional, IBRAM, IPHAN e FIOCRUZ.
Seu trabalho compreende a memória como campo de disputa, cuidado e elaboração crítica, buscando construir pontes entre narrativas do passado e perspectivas de futuro.

Fotografia de Ayumi Kranzini